E Deus deu, a cada um, conforme as suas necessidades.
Todo aquele que se encontra em posição superior já esteve como subalterno e todo aquele que esta numa posição subalterna já ocupou uma posição superior.
Não se engane o subordinado pensando ser o trabalho de seu superior menos árduo do que o dele.
Gerir é mais difícil que obedecer.
Na verdade, em cada lugar existe a dor e a delicia de fazer o que se faz.
O bom empregado é aquele que se coloca no lugar do patrão, e faz por ele e pela empresa o que gostaria que seus empregados lhe fizessem, caso fosse ele, o patrão.
O bom patrão é aquele que entende as necessidades de seus funcionários, não o sobrecarrega não exige do trabalhador mais do que de si mesmo. Remunera com justeza e retidão, cumpre pois para com seus empregados, aquilo que espera que seus empregados cumpram para com ele.
Afinal quando alguém dá emprego à outrem, é porque existe a necessidade desse trabalho, e se ele precisa ser feito e há alguém remunerado satisfatoriamente e de comum acordo, que sejam essas funções cumpridas o melhor possível
Fazer o seu melhor, eis uma grande sabedoria.
Quem dá o seu melhor recebe dos outros o melhor deles.
Aquele que cumpre com seus deveres da melhor maneira é o maior beneficiado, pois recebe da vida e das pessoas em torno de si, também o melhor.
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Milho premiado
Esta é a história de um fazendeiro bem sucedido.
Ano após ano, ele ganhava o troféu “milho gigante” da feira da agricultura do município.
Entrava com seu milho na feira e saía com a faixa azul recobrindo seu peito.
E o seu milho era cada vez melhor.
Numa dessas ocasiões, um repórter de jornal, ao abordá-lo após a já tradicional colocação da faixa, ficou intrigado com a informação dada pelo entrevistado sobre como costumava cultivar seu qualificado e valioso produto.
O repórter descobriu que o fazendeiro compartilhava a semente do seu milho gigante com os vizinhos.
“como pode o senhor dispor-se a compartilhar sua melhor semente com seus vizinhos quando eles estão competindo com o seu em cada ano?” – indagou o repórter.
O fazendeiro pensou por um instante, e respondeu:
“Você não sabe? O vento apanha o pólen do milho maduro e o leva através do vento de campo para campo… Então se meus vizinhos cultivam milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade do meu milho e se eu quiser cultivar milho bom, eu tenho que ajudar meu vizinhos a cultivar milho bom”.
Ele era atento às conectividades da vida.
O milho dele não poderia melhorar se o milho do vizinho também não tivesse a qualidade melhorada.
Assim é também em outras dimensões da nossa vida: Aqueles que escolhem estar em paz devem fazer com que seus vizinhos estejam em paz. Aqueles que querem viver bem têm que ajudar os outros para que vivam bem. Aqueles que desejam realizar um bom trabalho devem ajudar os outros a realizarem um bom trabalho. Aquele que deseja realização deve ajudar os outros a se realizar.
E aqueles que querem ser felizes têm que ajudar os outros a encontrar a felicidade, pois o bem-estar de cada um está ligado ao bem-estar de todos.
E que todos nós consigamos ajudar nossos vizinhos a cultivar “milho” cada vez melhor. ”